Me perdoa pela falta de espaço, pelo sufocamento precipitado. Por ver uma borboleta em alguém que era apenas uma lagarta, por chamar de amor aquela sensação de bem-estar. Me perdoa pelas ligações de madrugada, pelas mensagens desesperadas. Me desculpa por confiar em ti meus segredos, por acreditar que poderíamos dar certo. Me perdoa por tentar te mudar, e por deixar que você me mudasse. Me desculpa, acima de tudo, pelas cartas não entregues, pelas palavras profundas que você nunca foi capaz de compreender, pelo futuro que planejei sozinha.
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